Home
Nossas Raízes
:.Missão :.Filosofia :.Bases de Fé :.História :.Igrejas :.Família Raízes
Dimensões
:.Envio :.Evangelização :.Envolvimento :.Ensino :.Celebração
Alcances
:.Crianças :.QAs :.Colados em Jesus :.Mocidade :.Mulheres :.Homens
Ministérios
:.Administração :.Casais :.Diaconia :.Ensino Infantil :.Louvor :.NUTRE :.Pastoral :.Projeto Criador
Agenda
Associação Evangélica
Links

Mensagem

UNS AOS OUTROS

“Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel. Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb 10.23-25).

Jesus nos deu um mandamento, o amor uns aos outros, e uma tarefa, a de fazermos outros discípulos, sendo que a realização da tarefa basicamente depende da obediência ao mandamento,  ou seja, segundo a palavra de Jesus, as pessoas crerão n’Ele na medida em que nós demonstramos efetivamente, pela obediência, que também cremos, e somos o que Ele nos ordenou ser.

A Bíblia é bastante clara e enfática nas orientações mutuais, ou seja, no ensino de que somos membros do mesmo corpo, o Corpo de Cristo,  e que precisamos cooperar intensamente na batalha contra todos os obstáculos no caminho em busca da unidade.

Eis mais alguns textos:

Membros uns dos outros: Rm 12.4,5; 1 Co 12.12,13,25
Ensinando/Aconselhando/Admoestando/Orando: Rm 15.14; Cl 3.16; Tg 5.16
Perdoando/Levando as cargas: Mt 6.12; Mt 18.21,22; Lc 17.3-5; Ef 4.32; Cl 3.13
Suportando/Acolhendo/Consolando: Rm 15.7; Ef 4.2; Cl 3.13; 1 Ts 4.18;  5.11
Preferindo/Considerando/Tendo o mesmo sentir; Rm 12.10,16; 15.5; Fp 2.3
Servos/Sujeitando: Mt 20.26,27; Mc 10.45; Gl 5.13; 1 Pe 4.10
Amai-vos uns aos outros: Jo 13.34,35; 15.12,17; 1 Pe 4.8; 1 Jo 2.7,10; 3.11; 4.7,20

E por que toda essa instrução e ênfase se fomos salvos e estamos sendo santificados por Deus pela presença do Seu Espírito Santo em nós? Obviamente porque não é fácil a nossa convivência, a harmonização de todas as nossas opiniões, impressões, percepções e desejos, além do pecado contra o qual todos nós ainda lutamos.

É fundamental, para sermos uma igreja unida e cumprirmos o objetivo do Senhor, que aprendamos a exercitar essa mutualidade, reconhecendo uns nos outros a atuação do mesmo Espírito, o Espírito Santo do nosso Senhor e Pastor Jesus, para a glória de Deus Pai.

Assim seja!

Rudemar

 

FONTES DA NOSSA MOTIVAÇÃO (28/02/2010)

“Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso, e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossas almas” (Hb 12.1-3).

A maioria de nós precisa de motivação para agir, mesmo quando sabemos o que deve ser feito. Precisamos encontrar forças, energia, seja interior, seja com o estímulo e ajuda dos outros. E precisamos encontrar o equilíbrio entre essas fontes, especialmente na nossa vida em comunidade, porque se agirmos motivados unicamente por nossa própria convicção, razão e emoção, certamente quebraremos a unidade e magoaremos aquelas pessoas que não nos entendam ou que também desejam participar da mesma ação. E se esperarmos sempre a ajuda, a iniciativa e exemplo dos outros provavelmente nos frustraremos.

Bons líderes, bons planos, bom local, bons equipamentos, boa música, boas palavras, povo obediente, todas essas coisas certamente têm sua importância, mas nenhuma delas funciona sozinha. Os líderes, por exemplo, são servos de Deus que têm a incumbência de servir e ensinar aos liderados, para que estes, como cooperadores de Deus, cumpram cada um a sua função. Assim, deve haver submissão à liderança, mas sem perder a visão da importância de cada membro do corpo, sem idolatria, sem dependência excessiva. O culto a Deus, prestado pelo Corpo, deve ser feito pelo serviço de cada parte. Nenhum de nós deve vir para os encontros do Corpo apenas para receber, para ouvir, para assistir. Devemos participar, servir, ministrar, cada um com seus dons e talentos. Todos ministram, todos recebem, todos são cooperadores de Deus. E Deus dá o crescimento.

Jesus é o Autor e o Consumador da fé. Temos que olhar fixamente para ele, para que não nos desviemos do nosso rumo nessa corrida à qual a vida de fé é comparada. Falíveis e volúveis como somos, facilmente nos esquecemos do que deve ser a nossa verdadeira motivação e o nosso centro de atenção. A própria “nuvem de testemunhas” pode tanto servir de incentivo, de estímulo, como pode se tornar uma atração excessiva para nós, como foi para os discípulos, quando Jesus os levou a uma experiência fantástica de revelação do sobrenatural, na transfiguração (Mt 17.1-8). Extasiados pela visão, ficaram dizendo e tentando fazer coisas sem sentido, e foi preciso que Deus os alertasse para voltar sua atenção somente para Jesus.

A fonte da nossa vida e da nossa força é Jesus, por isso o autor de Hebreus nos exorta a “considerar atentamente” além de olhar firmemente para ele. Jesus nos diz: Quem de mim se alimenta, por mim viverá (Jo 6.57). Se nos desviamos do rumo, ou se perdemos o contato com aquele que nos abastece e vivifica, enfraquecemos, nos cansamos e desmaiamos. A Palavra de Deus nos promete que “os que esperam no Senhor renovam as suas forças” (Is 40.31), e isso só pode acontecer se estivermos ligados a Jesus, a ele ouvindo, dele aprendendo e em Sua direção caminhando com convicção.

Rudemar

 

PRECONCEITOS E PRESSUPOSTOS (21/02/2010)

“... subiu Pedro ao eirado, por volta da hora sexta, a fim de orar. Estando com fome, quis comer; mas, enquanto lhe preparavam a comida, sobreveio-lhe um êxtase; então, viu o céu aberto e descendo um objeto como se fosse um grande lençol, o qual era baixado à terra pelas quatro pontas, contendo toda sorte de quadrúpedes, répteis da terra e aves do céu. E ouviu-se uma voz que se dirigia a ele: Levanta-te, Pedro! Mata e come. Mas Pedro replicou: De modo nenhum, Senhor! Porque jamais comi coisa alguma comum e imunda. Segunda vez, a voz lhe falou: Ao que Deus purificou não consideres comum. Sucedeu isto por três vezes, e, logo, aquele objeto foi recolhido ao céu.

Enquanto Pedro estava perplexo sobre qual seria o significado da visão, eis que os homens enviados da parte de Cornélio, tendo perguntado pela casa de Simão, pararam junto à porta; e, chamando, indagavam se estava ali hospedado Simão, por sobrenome Pedro. Enquanto meditava Pedro acerca da visão, disse-lhe o Espírito: Estão aí dois homens que te procuram; levanta-te, pois, desce e vai com eles, nada duvidando; porque eu os enviei” (At 10.9-20)

Cornélio e Pedro pertenciam a mundos diferentes, separados pela cultura, linguagem, política e religião. Eram duas pessoas que provavelmente nunca sequer iriam se encontrar, quanto mais conviver. Muitos conceitos e preconceitos arraigados em suas vidas provavelmente os impediriam até de se cumprimentarem, quanto mais de conversar.

Mas o Deus de toda graça, compaixão e misericórdia tinha outros planos, e com Sua voz calou todas as outras vozes. Todo o treinamento militar de Cornélio, toda a instrução superior e preparos recebidos, toda e qualquer altivez de um homem poderoso, comandante de centenas de outros homens, pertencente ao povo conquistador diante do conquistado, tudo isso foi quebrado. Assim como foi vencido o orgulho espiritual de Pedro, sua pretensa pureza e superioridade, os seus pressupostos religiosos, mas não verdadeiramente espirituais.

Assim Jesus nos chama, a todos nós, para nos assentarmos à Sua mesa, partirmos do pão que simboliza Seu corpo e bebermos do cálice que representa Seu sangue.

Somos, n’Ele, um só povo, uma só família, um só corpo!

Rudemar

 

A VIDA EM COMUNIDADE (14/02/2010)

“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus. Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor. E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo” (Ef 5.15-21).

Nestes dias de feriado, onde tanto se fala em festejar e em alegria, certamente muitos, talvez a grande maioria das pessoas esteja celebrando o simples fato de haver um feriado, um tempo de descanso, de quebra da rotina, sem conhecer a origem dessa festividade.

O termo “carnaval” vem do latim “carnem levare” ou “carnelevarium”, que significava a véspera da quarta-feira de cinzas, ou seja, o início da abstinência da carne durante os quarenta dias nos quais, no passado, os católicos eram proibidos pela igreja de comer carne.

É possível que o carnaval tenha sua origem num festival primitivo que homenageava o início do Ano Novo e o ressurgimento da natureza. Ou na Grécia antiga, nas celebrações da colheita, como uma forma de comemorar, com muita alegria e desenvoltura, os atos de alimentar-se e beber, elementos indispensáveis à vida. E ainda pode ter sido em Roma, nas “saturnálias”, festivais caracterizados pela ocorrência de orgias, posteriormente abandonadas com o advento do cristianismo.

Nada podemos ter contra a alegria e a aparente “solidariedade” da celebração coletiva de um povo, mas certamente podemos entender que a “alegria pela alegria”, a “festa pela festa” só podem mesmo ter a duração de poucos dias, pois não têm em si mesmas conteúdo para permanecer.

A plenitude de alegria da verdadeira vida em comunidade das quais a Bíblia nos fala, como no texto acima, são diferentes. Elas têm uma razão sólida e um propósito claro. Não precisam terminar, nem ficar confinadas a um feriado. Não precisamos esperar por elas durante um ano inteiro.

Em Cristo nós temos verdadeiramente o que celebrar nestes dias!

Rudemar

 

O MAIOR NO REINO DOS CÉUS (07/02/2010)

“Naquela hora, aproximaram-se de Jesus os discípulos, perguntando: Quem é, porventura, o maior no reino dos céus? E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles. E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. E quem receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe.
Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar...
Assim, pois, não é da vontade de vosso Pai celeste que pereça um só destes pequeninos.
Se teu irmão pecar [contra ti], vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão...
Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Por isso, o reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos...
Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão” (Mt 18.1-35).

O assunto vinha “fermentando” entre os discípulos. “Quem será o maior, o mais importante?” Ou talvez pensassem: “De quem Deus gosta mais?” As comparações, elas sempre aparecem! Mas a primeira palavra de Jesus já os coloca em estado de alerta: Primeiro eles precisavam entrar no reino!

Todo o texto a seguir, falando do cuidado com os “pequeninos” e de como manter os relacionamentos no reino a partir do perdão, mostra o padrão de Jesus para a convivência em comunidade. Alguns princípios despontam:

•       No reino, ou seja, como Corpo de Cristo precisamos, cada um de nós, ser humildes, dependentes e ensináveis.
•       Nossa principal preocupação não deve ser nosso próprio bem-estar, e sim o cuidado com o irmão.
•       O irmão que peca deve ser argüido para que se arrependa e seja restaurado.
•       Não há limites de oportunidades para o arrependimento e o perdão.
•       O princípio de todo relacionamento é a lembrança de que também fomos perdoados.

Que assim possamos conviver no reino de Deus, aqui e nos céus!

Rudemar

 

E VOS DAREI O QUE FOR JUSTO (31/01/2010)

“Porque o reino dos céus é semelhante a um dono de casa que saiu de madrugada para assalariar trabalhadores para a sua vinha. E, tendo ajustado com os trabalhadores a um denário por dia, mandou-os para a vinha. Saindo pela terceira hora, viu, na praça, outros que estavam desocupados e disse-lhes: Ide vós também para a vinha, e vos darei o que for justo...” (Mt 20.1-4).

No final desta parábola acontece uma discussão entre o dono da casa e os primeiros trabalhadores, que recebem o que havia sido combinado, mas ficam descontentes, pois o valor é o mesmo que receberam aqueles que trabalharam bem menos, aos quais o empregador havia oferecido um salário “justo”.

O que seria o “justo”? Nosso senso de justiça, provavelmente semelhante ao desses trabalhadores “injustiçados” certamente nos põe em alerta, especialmente quando comparamos esta parábola à dos “talentos” (Mt 25.14-30), também referente ao “reino dos céus”, quando o senhor parece rigoroso demais com o servo que não multiplica os valores que lhe foram confiados. Embora o texto deixe claro que os servos receberam valores de acordo com sua capacidade e, portanto, houve realmente negligencia com aquele que “enterrou o talento”, pode nos parecer que a punição seja “injusta” ou, pelo menos, exagerada, ainda mais se pensarmos na liberalidade que o “dono da casa”, ou seja, o mesmo senhor tem para com os trabalhadores de última hora.

Nosso problema é o mesmo dos primeiros trabalhadores, nos comparamos aos outros em vez de nos atermos à Vontade do Senhor para nossas vidas. E sempre procuramos, de alguma maneira, encontrar e acumular algum mérito para nos destacarmos.

Se fosse pelos nossos méritos, “e vos darei o que for justo” seria a frase mais assustadora de todos os tempos. Nada merecemos, a não ser a punição pelo pecado, da qual fomos perdoados e que foi colocada inteiramente sobre o Único Justo, Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.

“Isto não é justo”, dizemos muitas vezes. Que aprendamos a avaliar as nossas vidas e olhar uns para os outros pelos padrões do nosso Senhor.

Rudemar

 

O DESAFIO DE VIVER (24/01/2010)

“... eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10.10).

É impressionante e emocionante ouvir relatos, em meio aos das tragédias atuais, do encontro de sobreviventes em meio a escombros, mesmo depois de vários dias. Pessoas lutam pela vida! E mesmo quando alguns desanimam, desistem de lutar, seus corpos instintivamente resistem, se apegam à vida. Parece mesmo que somente quando estamos diante da tragédia começamos a aprender o que de fato tem valor na nossa vida.

Viver é na verdade um grande desafio, e não estou falando apenas do sobreviver. Se pensarmos bem, viver é exatamente o que Jesus quer que façamos. E que, enquanto vivemos, façamos discípulos. Como, então, alcançar esse objetivo?

A Bíblia diz que Deus nos reconciliou consigo mesmo em Cristo e nos deu o ministério da reconciliação (2 Co 5.18-21). Como e o que fazer para cumprir esse ministério? Como entregar essa palavra que nos foi confiada? O que pode tornar nossa palavra relevante e atraente para o mundo? Seja com boas intenções nesse sentido, ou não, o evangelho tem sido barateado e muitas vezes substituído pela promessa da prosperidade, por shows atraentes, eventos convidativos ou por elaborados programas, entre outras coisas, no intuito de alcançar resultados, mas isto é um grande engano.

Se pensarmos bem em quem somos e no que temos que fazer, segundo as Escrituras, veremos que Jesus nos deu, basicamente, um mandamento e uma tarefa, ou seja, o amor mútuo e fazer discípulos. E nos disse que o mundo nos reconheceria como Seus discípulos e creria Nele se amassemos uns aos outros e fossemos um Nele.

Os primeiros registros da história da igreja, nomeados em nossas Bíblias como “A vida dos primeiros cristãos” ou “Como viviam os convertidos”, comprovam isso. O que eles faziam, quais era suas atividades, quantas reuniões realizavam, quais programas desenvolviam para alcançar o resultado que mais se espera de uma igreja, ou seja, o crescimento?

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (At 2.42-47).

Eles viviam! Claro, podemos imaginar que as coisas que eles faziam natural e habitualmente, como parecem descritas no texto, podem ser facilmente adaptadas e consideradas como programas bem estruturados, mas o fato é que ainda não haviam tido tempo para isso. O que eles faziam era viver em obediência a Deus, inspirados pelo Espírito e pastoreados por Jesus, e Deus cuidava dos resultados.

Podemos, de acordo com os nossos princípios, ou seja, valorizando as pessoas acima de programas e estruturas, trabalhando em equipe, reconhecendo os dons e vocações e com toda a nossa criatividade e iniciativa, fazer muitas coisas. Mas acima de tudo, o grande desafio é viver!

Rudemar.

 

NÃO É HORA DE PERDER A ESPERANÇA (17/01/2010)

“Eu sou o homem que viu a aflição
pela vara do furor de Deus...

Afastou a paz de minha alma;
esqueci-me do bem.
Então, disse eu: já pereceu a minha glória,
como também a minha esperança no Senhor.
Lembra-te da minha aflição e do meu pranto,
do absinto e do veneno.
Minha alma, continuamente, os recorda
e se abate dentro de mim.
Quero trazer à memória
o que me pode dar esperança” (Lm 3.1, 17-21).

Entre tantas tristezas e desespero, depois de tantas tragédias seguidas, aqui no nosso país e mais recentemente no Haiti, lembrei-me, inevitavelmente, de alguns textos da Palavra de Deus que são relevantes a essa situação.

Mas também me chamou a atenção, especialmente, a declaração do Cardeal d. Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, ao receber a notícia da morte de sua irmã, que estava em trabalho humanitário naquele país tão transtornado:

“Acabo de ouvir a emocionante notícia de que minha caríssima irmã Zilda Arns Neumann sofreu com o bom povo do Haiti o efeito trágico do terremoto. Que nosso Deus em sua misericórdia acolha no céu aqueles que na terra lutaram pelas crianças e pelos desamparados. Não é hora de perder a esperança” (http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/01/13/e130114146.asp).

Apesar da imensa dor, penso que o que faz diferença e o que realmente importa é que permaneçamos firmes, convictos, demonstrando, em meio aos caos, a serenidade da fé.

“Ainda que a figueira não floresça,
nem haja fruto na vide;
o produto da oliveira minta,
e os campos não produzam mantimento;
as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco,
e nos currais não haja gado,
todavia, eu me alegro no Senhor,
exulto no Deus da minha salvação.
O Senhor Deus é a minha fortaleza,
e faz os meus pés como os da corça,
e me faz andar altaneiramente” (Hc 3.17-19).

Oremos pelos necessitados e estejamos também dispostos a agir para socorrer o nosso próximo.

Rudemar

 

UM CORPO (10/01/2010)

“Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha. Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si (1Co 11.23-29).

A Ceia do Senhor é um memorial e um testemunho do que Ele fez para nossa salvação, e deve ser praticado em unidade pelos discípulos de Jesus. Claro que a unidade não significa uniformidade, pois a riqueza que há na diversidade da criação e da capacitação de Deus em cada um de nós é uma parte importante da própria formação desse Corpo de Cristo. Discernir o Corpo, portanto, implica na séria compreensão e prática do amor e, claro, do perdão entre nós.

“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:35).

Assim a Bíblia descreve a vida da igreja no seu nascimento, destacando o conseqüente crescimento operado por Deus.

“Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos" (At 2.44-47).

É interessante lembrar que Jesus disse que a nossa unidade no Seu Corpo seria o instrumento para encaminhar outras pessoas à salvação e ao reconhecimento do amor de Deus.

“Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim” (Jo 17.20-23).

Isto significa que a igreja pode realizar grandes eventos, planejar muitas atividades, fazer muitas coisas, mas o seu crescimento, operado por Deus, segundo a Sua Palavra, depende da obediência ao mandamento da unidade.

Que possamos viver assim!

Rudemar

 

QUEREMOS VER JESUS (03/01/2010)

“Ora, entre os que subiram para adorar durante a festa, havia alguns gregos; estes, pois, se dirigiram a Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, e lhe rogaram: Senhor, queremos ver Jesus. Filipe foi dizê-lo a André, e André e Filipe o comunicaram a Jesus. Respondeu-lhes Jesus: É chegada a hora de ser glorificado o Filho do Homem. Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna. Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará. Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora. Pai, glorifica o teu nome. Então, veio uma voz do céu: Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei. A multidão, pois, que ali estava, tendo ouvido a voz, dizia ter havido um trovão. Outros diziam: Foi um anjo que lhe falou. Então, explicou Jesus: Não foi por mim que veio esta voz, e sim por vossa causa. Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo. Isto dizia, significando de que gênero de morte estava para morrer. Replicou-lhe, pois, a multidão: Nós temos ouvido da lei que o Cristo permanece para sempre, e como dizes tu ser necessário que o Filho do Homem seja levantado? Quem é esse Filho do Homem? Respondeu-lhes Jesus: Ainda por um pouco a luz está convosco. Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos apanhem; e quem anda nas trevas não sabe para onde vai. Enquanto tendes a luz, crede na luz, para que vos torneis filhos da luz. Jesus disse estas coisas e, retirando-se, ocultou-se deles” (Jo 12.20-36).

A maior parte do evangelho de João narra a última semana da vida de Jesus antes da sua morte e ressurreição. Jesus reconhece o momento em que a etapa final de sua jornada até a cruz se inicia no momento em que alguns gregos pedem para vê-lo. Esses gregos, neste instante, representam o mundo todo, além dos judeus, ao qual Deus amou a ponto de enviar Seu Filho Unigênito para salvá-lo.

Jesus então anunciou Sua morte, incluindo a forma como haveria de morrer. Mas, além disso, estabelece um padrão de discipulado, o de seguir-lo, imitá-lo, amá-lo do que à própria vida, andar na Sua luz, tão de perto que nos tornemos Seus filhos, parte da própria luz.

“Queremos ver Jesus”, disseram aquelas pessoas. Hoje muitos procuram a “Jesus”, ou à “Sua Igreja”, mas parecem querer, na verdade, muitas outras coisas.

Que nós estejamos com os olhos fixos em Jesus, e unicamente nele. Nunca seremos desapontados.

Rudemar.

 

FECHANDO 2009, ABRINDO 2010

“Disse mais Samuel: Congregai todo o Israel em Mispa, e orarei por vós ao Senhor. Congregaram-se em Mispa, tiraram água e a derramaram perante o Senhor; jejuaram aquele dia e ali disseram: Pecamos contra o Senhor. E Samuel julgou os filhos de Israel em Mispa.
Quando, pois, os filisteus ouviram que os filhos de Israel estavam congregados em Mispa, subiram os príncipes dos filisteus contra Israel; o que ouvindo os filhos de Israel, tiveram medo dos filisteus. Então, disseram os filhos de Israel a Samuel: Não cesses de clamar ao Senhor, nosso Deus, por nós, para que nos livre da mão dos filisteus. Tomou, pois, Samuel um cordeiro que ainda mamava e o sacrificou em holocausto ao Senhor; clamou Samuel ao Senhor por Israel, e o Senhor lhe respondeu. Enquanto Samuel oferecia o holocausto, os filisteus chegaram à peleja contra Israel; mas trovejou o Senhor aquele dia com grande estampido sobre os filisteus e os aterrou de tal modo, que foram derrotados diante dos filhos de Israel. Saindo de Mispa os homens de Israel, perseguiram os filisteus e os derrotaram até abaixo de Bete-Car.
Tomou, então, Samuel uma pedra, e a pôs entre Mispa e Sem, e lhe chamou Ebenézer, e disse: Até aqui nos ajudou o Senhor. Assim, os filisteus foram abatidos e nunca mais vieram ao território de Israel, porquanto foi a mão do Senhor contra eles todos os dias de Samuel. As cidades que os filisteus haviam tomado a Israel foram-lhe restituídas, desde Ecrom até Gate; e até os territórios delas arrebatou Israel das mãos dos filisteus. E houve paz entre Israel e os amorreus” (1Sm 7.5-14).

Ano difícil, esse 2009, marcado pela gripe que assustou o mundo inteiro, ainda abalado pela crise econômica e finalizando com uma certa frustração pelos resultados insatisfatórios da conferência internacional que buscava um acordo para desacelerar o aquecimento global.

Aqui no país, particularmente, a gripe provocou a desestruturação do calendário escolar, que provocou o adiamento do Enem, que foi assombrado pela suspeita de fraude, isso em meio ao mar de lama da corrupção em todos os níveis possíveis, fora as chuvas, inundações, desabamentos, etc.

E em nossa igreja, assim como em outras, muitas lutas e tristezas. Mesmo assim podemos dizer, como Samuel: “Até aqui nos ajudou o Senhor”, porque perseveramos mesmo em meio a todas as dificuldades, por Sua graça e na Sua força. E almejamos, enquanto nos empenharmos na oração e na adoração a Deus, que Ele “troveje, aterrorize e derrote o inimigo”, nos restituindo tudo o que nos tenha sido tomado.

Que nos sejam plenamente restauradas, entre outras coisas, a alegria de nos reunirmos como irmãos e amigos, supridos pelo pastoreio de Jesus; o calor do nosso acolhimento e o refrigério da criatividade, sob a inspiração e no poder do Espírito Santo; a coesão na realização dos projetos e o entusiasmo de sonhar e lutar por novos sonhos, movidos e motivados pela certeza do amor do Pai.

Feliz ano novo!

Rudemar